segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

José Sócrates destaca que crescimento é o dobro do estimado pelo Governo


15h19m

O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou esta segunda-feira que o crescimento económico atingiu 1,4% do PIB em 2010, salientando que esse valor é o dobro do estimado pelo Governo e que isso é "o facto mais importante".
 

 
"Queria chamar a atenção para o facto mais importante. Terminámos o ano de 2010 com um crescimento económico de 1,4%. Quanto é que o Governo no seu orçamento previu de crescimento económico para 2010? 0,7%. Temos o dobro do crescimento em 2010 do que o próprio Governo estimou", afirmou.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) avançou, segunda-feira, que em 2010 o PIB terá aumentado 1,4% em volume face ao ano anterior.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas no Palácio de S. Bento, Lisboa, no final de uma audiência com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que saiu sem prestar declarações à comunicação social.
Questionado sobre esta reunião, José Sócrates disse apenas que se tratou de uma "reunião de trabalho" de preparação do conselho europeu de Março.
Interrogado sobre a queda do crescimento económico de 0,3% face ao trimestre anterior, José Sócrates considerou que aquele resultado "foi sem dúvida afectado pelas consequências" das medidas de consolidação orçamental tomadas pelo Governo.

"Grande parte desse resultado é explicado pela redução do consumo público mas isso era uma consequência das nossas políticas que temos que observar com muita exigência", afirmou.
O primeiro-ministro afirmou que apesar dessa queda, "o que é estrutural, aquilo que fica e se mantém como positivo, são as exportações".
"O próprio INE refere as exportações como um sector que continua a contribuir para o crescimento do nosso país.
Estamos a contar com uma redução quer do consumo público quer do consumo privado e eu tenho muita expectativa que as exportações possam compensar isso", afirmou.

  • Podemos ver que o PIB subiu 1,4% em 2010  pois previu 0,7%, apesar do 3 para o 4 trimestre ter diminuído.  O Governo assume que este crescimento deu-se devido ao aumento das exportações portuguesas, enquanto quando falamos da queda do 3 para o 4 trimestre, o governo faz referência ao facto de o consumo ter contraído, isto, devido as duras medidas para fazer face à crise.
  • Será que vemos um melhoramento da economia para este ano? Segundo estudos feitos, apesar do bom momento em 2010, em 2011 vamos continuar em crise. E se acontecer de nos 3 primeiros trimestre de 2011 o crescimento for negativo, podemos entrar novamente em crise técnica.
  • Sendo assim, podemos dizer que momentos difíceis nos esperam, e o "apertar o cinto" do governo vai continuar em força, até o mesmo não ser dissolvido pela oposição.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Moção de censura - Uma visão imparcial

O Bloco ao antecipar-se ao PCP apanhou tudo e todos de surpresa, principalmente o PSD que apesar de há muito tempo ter demonstrado iniciativa para derrubar o governo, desta vez a iniciativa mostrou que pretende ficar-se apenas por isso mesmo e que não pretende passa-la à prática. Talvez porque neste momento quase nenhum partido pretende receber o pesado fardo de levantar o país. Dessa forma é possível ver-se a coragem dos partidos minoritários, pela sua vontade de querer tomar as rédeas do país neste momento tão delicado.
Somente nos resta esperar pelo dia 10 de Março e ver que rumo o país vai escolher. 
Este foi um movimento arrojado por parte dos bloquistas. Sem sabermos o seu desenlace, é necessário ver até que ponto chega a ousadia e a coragem do bloco. Antes demais, devemos louvar Louçã pela sua "jogada", que poderá ser uma estratégia de colocar o PSD entre "a espada e a parede", pois ao aprova a moção e toma as rédeas do país e faz-se refém das suas palavras, ou esquece tudo o que disse e não derruba o governo, apoiando dessa forma as políticas do mesmo.
Resta saber a opinião do Presidente sobre este assunto, caso o governo seja efectivamente derrubado, irá o Presidente eleger um governo de transição ou iremos novamente a eleições?
No caso de ser o Presidente a eleger um governo de transição, qual poderá ser o escolhido?
Terá o Presidente coragem para eleger um governo e acarretar com as culpas do que esse governo possa ou não fazer?
Estas são questões para as quais não temos resposta e resta-nos apenas esperar para ver o desenlace de toda esta situação.

Moção de Censura: Um movimento inesperado

Bloco vai apresentar moção de censura ao Governo

Catarina Duarte   e Margarida Peixoto
10/02/11 16:35

Louçã deu um mês ao Governo para apresentar uma moção de confiança.
Louçã deu um mês ao Governo para apresentar uma moção de confiança.

Se o Governo não apresentar uma moção de confiança, Francisco Louçã promete avançar com uma moção de censura daqui a um mês. 

O Bloco de Esquerda vai apresentar uma moção de censura ao Governo daqui a um mês, anunciou hoje o líder dos bloquistas. Durante o debate quinzenal que decorre no Parlamento, Louçã desafiou primeiro-ministro José Sócrates a apresentar uma moção de confiança, que mostrasse o rumo que o Governo pretende para o País.
Uma proposta que o primeiro-ministro declinou acusando os bloquistas de procurarem uma desculpa para criar instabilidade política. Para Francisco Louçã, o primeiro-ministro está fugir "à consolidação da maioria que tem conduzido o país para um beco sem saída", o que levará o Bloco de Esquerda apresentará uma moção de censura ao Governo.
Na resposta ao anúncio do BE, o primeiro-ministro caracterizou a intenção como "um número político lamentável" e de "atitude irresponsável", lembrando que uma moção de censura "trará grande prejuízo para o país", numa altura em que "estamos a viver um momento muito delicado". Sócrates lembrou ainda que "um pedido de ajuda internacional significaria a vergonha para o nosso país".

  • Os bloquistas tentam desta forma, criar uma manobra de desestabilização para criar insegurança entre os dois partidos políticos mais fortes (PS e PSD). A confirmar-se a moção de censura do bloco, em princípio o PCP irá votar a favor sendo que o PSD mostrando a sua oposição poderá votar contra ou abster-se. Sendo que ficará nas mãos do CDS-PP a aprovação ou não da moção de censura.
  • Muitos criticaram a manobra política do Bloco. Mas ela representa uma intenção de todos os partidos minoritários como forma de serem ouvidos/ imporem, mostrando assim que o poder não deve ser elitista e deve ser ouvido por todos independentemente do seu tamanho ou notabilidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PCP alinhado com a Direita

O PCP admite viabilizar uma moção de censura da direita para derrubar o Governo, e admite que até pode ser o próprio Partido Comunista a avançar com a iniciativa. Ainda assim, o Bloco de Esquerda mantêm-se inflexível e diz que uma moção de censura, neste momento, não tem qualquer utilidade prática.

Moção de censura ao governo. Sim ou não? Até aqui só a direita reconhecia essa possibilidade, mas sexta-feira passada, em entrevista à Antena 1, Jerónimo de Sousa admitiu viabilizar tal iniciativa. E sábado à noite, em Vila Real, foi mais longe: deixou em aberto a possibilidade do PCP avançar com uma moção para fazer cair o Governo.
Mesmo assim, adianta Jerónimo, a decisão caberá sempre ao comité central dos comunistas.
  • A Esquerda irredutível (PCP) deu este fim-de-semana um passo à Direita, juntando-se ao PSD e CDS-PP na aprovação de uma moção de censura ao governo PS, afirmando até ser capaz de o próprio PCP iniciar a moção.
  • A nossa opinião, é que está moção não deveria ser proposta neste momento tão delicado, pois iria juntar a uma crise financeira uma crise política no país, onde ainda não foi descartada a possibilidade da intervenção económica do FMI.