15h19m
O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou esta segunda-feira que o crescimento económico atingiu 1,4% do PIB em 2010, salientando que esse valor é o dobro do estimado pelo Governo e que isso é "o facto mais importante".
"Queria chamar a atenção para o facto mais importante. Terminámos o ano de 2010 com um crescimento económico de 1,4%. Quanto é que o Governo no seu orçamento previu de crescimento económico para 2010? 0,7%. Temos o dobro do crescimento em 2010 do que o próprio Governo estimou", afirmou.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) avançou, segunda-feira, que em 2010 o PIB terá aumentado 1,4% em volume face ao ano anterior.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas no Palácio de S. Bento, Lisboa, no final de uma audiência com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que saiu sem prestar declarações à comunicação social.
Questionado sobre esta reunião, José Sócrates disse apenas que se tratou de uma "reunião de trabalho" de preparação do conselho europeu de Março.
Interrogado sobre a queda do crescimento económico de 0,3% face ao trimestre anterior, José Sócrates considerou que aquele resultado "foi sem dúvida afectado pelas consequências" das medidas de consolidação orçamental tomadas pelo Governo.
"Grande parte desse resultado é explicado pela redução do consumo público mas isso era uma consequência das nossas políticas que temos que observar com muita exigência", afirmou.
O primeiro-ministro afirmou que apesar dessa queda, "o que é estrutural, aquilo que fica e se mantém como positivo, são as exportações".
"O próprio INE refere as exportações como um sector que continua a contribuir para o crescimento do nosso país.
Estamos a contar com uma redução quer do consumo público quer do consumo privado e eu tenho muita expectativa que as exportações possam compensar isso", afirmou.
- Podemos ver que o PIB subiu 1,4% em 2010 pois previu 0,7%, apesar do 3 para o 4 trimestre ter diminuído. O Governo assume que este crescimento deu-se devido ao aumento das exportações portuguesas, enquanto quando falamos da queda do 3 para o 4 trimestre, o governo faz referência ao facto de o consumo ter contraído, isto, devido as duras medidas para fazer face à crise.
- Será que vemos um melhoramento da economia para este ano? Segundo estudos feitos, apesar do bom momento em 2010, em 2011 vamos continuar em crise. E se acontecer de nos 3 primeiros trimestre de 2011 o crescimento for negativo, podemos entrar novamente em crise técnica.
- Sendo assim, podemos dizer que momentos difíceis nos esperam, e o "apertar o cinto" do governo vai continuar em força, até o mesmo não ser dissolvido pela oposição.
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