quarta-feira, 27 de abril de 2011

Assis diz que PSD tem o «propósito de destruir» o Estado Social

Ontem às 14:12

O cabeça-de-lista do PS pelo círculo do Porto acusou o PSD de «à boleia da crise internacional» ter o propósito «de destruir, na sua essência, o Estado Social em Portugal».
No final da entrega da lista de candidatos a deputados socialistas pelo círculo do Porto, questionado pelos jornalistas sobre a proposta avançada pelo grupo «Mais Sociedade» para que o recurso ao subsídio de desemprego implique uma redução de direitos na pensão de reforma, Francisco Assis considerou-a «muito perigosa».
«Essa proposta, que se confunde muito com as iniciativas do PSD e com o projeto de revisão constitucional apresentado em tempos pelo PSD - e que é o verdadeiro programa político do PSD - é uma proposta muito perigosa», alertou.
Segundo o cabeça-de-lista do PS pelo Porto nas legislativas de 05 de Junho, o que «verdadeiramente» aqueles que constituem o grupo Mais Sociedade «preconizam é a destruição completa do Estado Social em Portugal».
«A destruição do Estado Social em qualquer país em que ele esteja instalado é dramático, num país com as dificuldades do nosso seria seguramente trágico», alertou.
Segundo o líder parlamentar do PS, o partido não ignora as dificuldades do Estado Social e sabe que este «carece de algumas reformas».
Assis acusou ainda o PSD de, «à boleia da crise internacional» ter o propósito «também de destruir, na sua essência, o Estado Social em Portugal».
Ouvido pela TSF, António Nogueira Leite, conselheiro nacional do PSD, garantiu que o partido não decidiu se inclui, ou não, esta ideia para o programa eleitoral, sublinhando que se trata apenas de uma proposta que está ainda em análise.

Fonte:TSF

MC

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sorteio

O Grupo "Os Jovens de Amanhã" vai abrir um sorteio para angariar fundos para o Fórum Pluripartidário no 3.º período. Pretendemos sortear um cabaz alimentar, um galo e uma garrafa de Vinho do Porto, nos primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. Pretendemos angariar dinheiro, uma vez que temos algumas despesas.
Vão ser sorteados:
1.º premio: cabaz alimentar;
2.º premio: pato do campo
3.º premio: 1 garrafa de Vinho do Porto
Pretendemos sortear no dia 12 de Maio, pelos ultimos três numeros da lotaria popular. As rifas podem adquirir junto dos elementos do grupo...
Além disso, gostaríamos desde já anunciar que este Fórum Pluripartidário, que se irá realizar no dia 16 de Maio de 2011, pelas 10 horas, no auditório da Biblioteca Municipal com 6 deputados que representarão os partidos com assento na Assembleia da República (Partido Socialista, Partido Social Democrata, Partido Comunista Portugues, Partido Popular, Partido Ecológico Os Verdes e Bloco de Esquerda), estará aberto a toda a comunidade local que esteja interessada a participar. Haverá um esclarecimento sobre política, uma apelo a uma cidadania activa por parte dos cidadões e um espaço para questões onde poderão esclarecer todas as duvidas.

MC

terça-feira, 19 de abril de 2011

Política - Verdes recusaram reunião com a "troika" internacional - RTP Noticias, Áudio

Política - Verdes recusaram reunião com a "troika" internacional - RTP Noticias, Áudio

Portugal e troika arrancam hoje com negociações políticas

Já presente em Portugal desde a passada semana, período durante o qual os seus elementos analisaram os diversos sectores da economia nacional, tiveram reuniões com vários ministérios e encontros diários no Ministério das Finanças, as equipas lideradas por Jürgen Kröger (Comissão Europeia), Rasmus Rüffer (Banco Central Europeu) e Poul Thomsem (Fundo Monetário Internacional) arrancam, esta semana, com as negociações políticas com as autoridades portuguesas e com os principais parceiros sociais.




Segundo avança a edição desta segunda-feira do Diário Económico, a primeira semana dos técnicos das três instituições em Portugal terá servido para analisar as condições financeiras do País, nos diversos sectores, e o estado dos sectores da economia com maiores dificuldades, ficando para a segunda fase, que deverá começar esta segunda-feira, a negociação com as autoridades portuguesas e encontros com os principais responsáveis. É, aliás, já conhecida uma reunião marcada para terça-feira com os parceiros sociais, acrescenta o jornal.


A negociação servirá, segundo o DE, para estabelecer os compromissos que as autoridades portuguesas terão de assumir para, em troca, o País receber o empréstimo pedido, que José Sócrates anunciou no dia 6 de Abril.


MC





quarta-feira, 6 de abril de 2011

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasDinheiro/2011/4/portugal-2011-e-se-o-fmi-entrar-em-portugal04-04-2011-222032.htm

Fernando Nobre - o Cata-Vento

Legislativas

Nobre assume que só lhe interessa lugar de presidente da AR, PSD dividido

Fernando Nobre revela este sábado ao “Expresso” que se não “for eleito presidente da Assembleia da Republica” renuncia “imediatamente ao cargo” de deputado para o qual é proposto enquanto cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa. A escolha de Nobre é polémica no círculo político de Passos.

Nobre afirma confiar em Passos Coelho 
Nobre afirma confiar em Passos Coelho 
 
Esta posição, que já tinha sido vinculada pelo seu ex-director de campanha para as presidenciais, Artur Pereira, tem sido criticada por diversos sociais-democratas como Marques Mendes, Santana Lopes, Morais Sarmento e Pacheco Pereira e até por membros próximos de Passos Coelho, ainda que ao abrigo do anonimato, volta a fazer subir a polémica em torno da escolha de Fernando Nobre para cabeça de lista por Lisboa pelo PSD.

Segundo Artur Pereira revelou ao PÚBLICO esta semana, Fernando Nobre tinha sido convidado também pelo PS para integrar as listas socialistas, mas optou pelo convite do PS porque estes, além do cargo de deputado, lhe garantiam também a proposta para presidente da Assembleia da República caso o partido vencesse as eleições de 5 de Junho.

Nobre, que nos últimos dias tem estado no Sri Lanka, ao serviço da Assistência Médica Internacional (AMI) diz ao “Expresso que só aceitou ser cabeça de lista do PSD “com o exclusivo e inequívoco propósito” de ser presidente da Assembleia. Admite que ainda não viu o programa do PSD, mas confia em Pedro Passos Coelho.

Desde domingo - dia em que foi anunciada a sua inclusão nas listas e apresentação como candidato a segunda figura do Estado logo após o fim do congresso do PS - que o assunto é polémico entre as hostes do PSD.

A maioria dos críticos próximos de Passos prefere manter o anonimato. Ou porque não querem fragilizar o combate eleitoral, ou porque preferem esperar pelo Conselho Nacional deste domingo. Mas já há quem tenha questionado a opção. Pacheco Pereira, por exemplo. Durante a pré-campanha para as presidenciais, a 27 de Dezembro, criticara a "postura" de Fernando Nobre no seu blogue Abrupto por lhe adivinhar "uma mistura de vaidade e aproveitamento biográfico sem pudor, populismo e ignorância". Acusou-o de fazer "política do pior". Ao PÚBLICO disse que o retrato que faz de Nobre não mudou: "As minhas opiniões são as mesmas, não deixei de as ter."

Já Marques Mendes, que até não critica a escolha de Nobre para deputado pelo PSD, considerou esta semana “uma fraude” para o partido que escolheu Nobre e para os eleitores que nele votarem se ele abandonar a Assembleia da República se não for eleito presidenta da mesma.

Santana Lopes também não poupou críticas e o PÚBLICO sabe que mesmo no círculo mais íntimo de Passos Coelho no PSD o assunto é polémico.
MC

Governo já está a implementar as medidas previstas no PEC

O Governo indicou esta terça-feira que está a implementar as medidas adicionais para 2011 anunciadas na actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento e que estas não necessitam de ser aprovadas pela Assembleia da República.
 
foto Leonardo Negrão/Global Imagens
Governo já está a implementar as medidas previstas no PEC
 
Em comunicado divulgado esta terça-feira, o Ministério das Finanças indica que as medidas anunciadas a 11 de Março "não necessitam de ser aprovadas pela Assembleia da República e estão a ser implementadas pelo Governo actualmente em gestão".
Entre estas medidas, com um impacto estimado nas contas públicas de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), conta-se a actualização extraordinária das tarifas de transportes públicos, maior controlo de custos no Sector Empresarial do Estado (SEE), com a aplicação de limites à despesa das empresas, para além do corte de 15% dos custos operacionais e limites de endividamento que já haviam sido decididos anteriormente.
As medidas adicionais respeitantes às empresas públicas têm um impacto estimado de 0,1% do PIB, indica o Ministério liderado por Teixeira dos Santos, num comunicado onde aponta dados preliminares sobre a execução orçamental do primeiro trimestre do ano e uma explicação para a incorporação nas contas do impacto das imparidades com o BPN, da execução das garantias do BPP (apenas em 2010) e das empresas de transporte REFER, Metropolitano de Lisboa e do Porto (com impacto desde 2007 até 2010), que elevaram o défice orçamental em 2010.
Estas alterações metodológicas ditadas pelo Eurostat em vários países elevaram o défice de 6,8% (sem este impacto) para 8,6% em 2010, reviram os défices até 2007, deixando-o acima da barreira dos 3% do PIB e levando a dívida pública em 2010 para mais de 90%.
 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lula da Silva garante que FMI não resolve o problema de Portugal

MC

Portugal deve pedir ajuda externa antes de Junho

A Ernst & Young acredita que Portugal pedirá resgate antes de Junho.
Segundo as previsões de primavera do 'Ernst & Young Eurozone Forecast', o relatório trimestral que efectua a previsão da evolução macroeconómica em todos os países da zona euro, a demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, no final de Março demonstra que "o País vai precisar de recorrer à ajuda externa, seja do Fundo Monetário Internacional (FMI), seja do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) antes de Junho, a data mais crítica nos reembolsos de dívida".
A Ernst & Young considera que, até ao momento, "os esforços para acalmar os mercados não têm tido os benefícios esperados", uma vez que a República Portuguesa terá de devolver ao mercado 10 mil milhões de euros, até Junho.
Apesar de as medidas de austeridade "começarem a dar sinais de melhoria das finanças públicas, é mais que provável que Portugal entre em recessão este ano", prevê a Ernst & Young, que estima uma queda do PIB de 1,1% este ano.
De acordo com a estimativa, o PIB português só deverá dar sinais de recuperação em 2012, ano em que deverá situar-se nos 0,7%.
Em 2013 deverá chegar aos 1,4%, em 2014 aos 1,6% e, em 2015, deverá situar-se nos 1,8%, de acordo com as previsões dos analistas.
Económico com Lusa   04/04/11 07:13
MC

A esquizofrenia do FMI

         Portugal está em pré-campanha eleitoral para as eleições legislativas de 5 de Junho, mas, ao contrário do que seria desejável, o debate está centrado no eventual recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira e ao FMI e não nas propostas e programas que cada partido se propõe apresentar.
Estamos, é certo, numa situação de emergência financeira, cada vez mais perto de sermos obrigados a pedir ajuda externa, mas esta discussão é esquizofrénica e só nos enfraquece.
Os credores de Portugal mostram uma desconfiança crescente na capacidade do País de cumprir os seus compromissos, desde logo porque o Governo não foi capaz de executar os sucessivos programas de estabilidade apresentados, cada um deles adoptado para responder às exigências dos investidores e dos especuladores. A um PEC, sucedeu-se outro, com objectivos falhados e novas metas. Se a situação já era difícil, agravada com a necessária e inevitável crise política, a discussão em torno do poder do Governo de gestão sobre um eventual, provável, recurso ao FMI só pode ser entendido no quadro de um confronto de responsabilidades políticas.
É óbvio que este Governo tem poderes para recorrer ao fundo se tal se verificar inevitável. Ou vai deixar de cumprir os seus compromissos, nomeadamente o pagamento de salários, e a amortização dos empréstimos que ‘cai' no próximo dia 15? Claro que não. A questão não é constitucional, é política.
Pedro Passos Coelho está a forçar Sócrates a pedir ajuda externa antes das eleições porque, sabe, seria a sua morte política. Mas esta discussão só torna a situação de Portugal mais frágil. Passos Coelho diz estar disponível para governar com o FMI, mas, verdadeiramente, não é uma questão que esteja nas suas mãos. Se for primeiro-ministro, e se Portugal tiver de recorrer a ajuda externa, não terá outro remédio e, sobretudo, vai governar com um plano imposto por terceiros. O recurso ao FMI deve ser evitado. Por razões de reputação do País - quantos anos vamos demorar a recuperar a nossa autonomia e credibilidade - mas também por razões substantivas: o financiamento do Estado ficará assegurado, compensado por mais um PEC que nos fará ter saudades dos PEC anteriores, mas o sector financeiro privado vai sofrer um choque. Os bancos portugueses vão ver o acesso aos mercados limitado por muitos anos ou, no limite, terão ser intervencionados e/ou nacionalizados. E, sem recursos, será mais um travão à economia, e um acelerador do desemprego.
O Governo já demonstrou que vai fazer o que for necessário - nomeadamente ‘operações criativas', como as classificou Teixeira dos Santos - para garantir os fundos financeiros até Junho, outro mês crítico para as contas nacionais com o exterior. O FMI, infelizmente, virá depois. Portanto, prolongar esta discussão, agora, não acrescenta nada ao que os portugueses querem ouvir: as propostas que os partidos, particularmente o PS e o PSD, têm para o futuro do Pais. Do PS, já sabemos o que quer, e o que não foi capaz de fazer. Do PSD, ainda não sabemos o que quer, nem o que será capaz de fazer.
04/04/11 00:08 | António Costa 

MC

Como a dissolução vai afectar os vencimentos dos deputados

O corte nos salários dos deputados deverá estender-se por quatro meses, até que os novos 230 deputados tomem posse.
A dissolução da Assembleia da República já na próxima quinta-feira vai implicar um corte no salário dos deputados. Em alguns casos, a redução pode mesmo superar os 40%. Isto porque com o termo da legislatura e o encerramento do Parlamento os deputados deixam de receber a maioria dos abonos, subsídios e ajudas de custo que normalmente recebem para realizar trabalho parlamentar ou junto do eleitorado.
O Diário Económico fez uma simulação média, que pode não se aplicar, por defeito, a todos os deputados, porque as remunerações variáveis que integram o vencimento dos deputados dependem da distância a que vivem do círculo eleitoral pelo qual foram eleito ou do número de viagens que façam ao estrangeiro, entre outras condicionantes. Isto é, o vencimento pode ser muito superior à simulação feita.
Actualmente, o vencimento bruto (antes de impostos) de um deputado é de 3.294,52 euros, já feitos os cortes decorrentes dos planos de austeridade. Em termos líquidos, descontados um pouco mais que mil euros, os deputados levam para casa 2.075,54 euros. Mas muitos dos 230 deputados chegam a ganhar o dobro ou, até, mais do triplo deste valor porque recebem subsídios mensais de deslocação, abonos de representação, ajudas de custo e outras verbas variáveis, que agora serão totalmente ou parcialmente retiradas com a dissolução do Parlamento.
Além dos 3.294,52 euros, um deputado (em termos de média), aufere ainda cerca de 330 euros por mês se estiver em exclusividade e mais 69,19 euros, se viver fora da Grande Lisboa (caso contrário recebe 23.05 euros), por cada dia em que marque presença no Parlamento, o que perfaz 1.522,18 euros em 22 dias úteis.
Recebe ainda um valor que ronda os 350 euros ao mês por deslocação em trabalho político e pouco mais de 133 euros por cada dia de viagem ao estrangeiro. A juntar a isto, há que fazer contas ainda às viagens pagas entre o Parlamento e a residência. No total, partindo do princípio que o deputado faz uma viagem de três dias ao estrangeiro num mês, o salário médio de um parlamentar pode ascender a quase seis mil euros mensais (5.897 euros). E ultrapassará mesmo os seis mil euros se se contarem os quilómetros pagos.
Mas até que novo Parlamento tome posse, o que deverá acontecer só depois de Agosto, a remuneração fixa passará a ser 3.294,52 euros, a não ser que estejam presentes um dia no Parlamento se a Comissão Permanente reunir ou numa comissão parlamentar (nesse caso ganham o abono de um dia), como disse ao Diário Económico fonte do gabinete da secretaria-geral da Assembleia da República: "As ajudas de custo a que os deputados têm direito por cada dia de presença continuam a ser abonadas quando tiver lugar a Comissão Permanente" (o órgão que reúne esporadicamente no período de férias ou em caso de dissolução da Assembleia).
Por definir está ainda se os deputados com funções específicas continuam a receber o valor correspondente a despesas de representação. É o caso do Presidente da Assembleia da República, que recebe (além do salário de 5.799,05 euros e dos subsídios e ajuda de custo) uma verba de 2.370,07 euros, dos vice-presidentes e dos membros do Conselho de Administração (925 euros) e dos presidentes das comissões parlamentares (555,49 euros).
"Sei que o corte no salário é substancial mas não sei se inclui as despesas de representação", disse ao Diário Económico o deputado Osvaldo de Castro, presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais. Vitalino Canas, que preside à Comissão dos Assuntos Europeus acredita que não: "Apesar da dissolução, o presidente da Assembleia da República continua a ser presidente da Assembleia da República e os presidentes das comissões continuam a ser presidentes das comissões, até porque, no meu caso, a Comissão dos Assuntos Europeus vai ter que reunir nos próximos tempos". A secretaria geral do Parlamento não esclareceu se as despesas de representação serão ou não pagas mas o entendimento geral, apurou o Diário Económico, é de que os deputados com estas funções continuarão a recebê-las.
O corte no salário dos deputados, que, segundo aquela simulação média, pode chegar e até superar os 40%, deverá estender-se por quatro meses até que os novos 230 deputados saídos das eleições legislativas de 5 de Junho tomem posse. Até lá, a Assembleia está dissolvida, apenas reunindo a Comissão Permanente quando para tal for convocada, e nela não terão assento todos os deputados. Estão previstas pontualmente reuniões da Comissão de Ética e da Comissão dos Assuntos Constitucionais e a maioria dos deputados vê, assim, suspenso o seu trabalho parlamentar.

1. Vencimento base
O deputado recebe 50% do salário do Presidente da República. Actualmente, e depois dos cortes impostos pela crise, o vencimento é de 3.294,52 euros brutos, isto é, 2.075,54 líquidos.

2. Despesas de representação
É o Presidente da Assembleia da República quem recebe maior valor - 40% do seu vencimento, isto é 2.370 euros, seguido dos vice-presidentes (925 euros) e dos presidentes das comissões parlamentares (555,49 euros). Estes deputados com funções específicas deverão manter esta verba durante a dissolução. Os restantes deputados em exclusividade, que recebem 10% do vencimento, isto é pouco mais de 300 euros, deverão perdê-la.

3. Abono de presença
Os deputados que vivem fora da Grande Lisboa recebem ainda um abono de 69,19 euros por cada dia que se desloquem ao Parlamento. Os que vivem dentro da Grande Lisboa recebem 23,05 euros ao dia. No primeiro caso, se forem à Assembleia da República nos 22 dias úteis recebem a mais no salário 1.522 euros. Se viajarem para o estrangeiro recebem ainda 133,66 euros ao dia para ajudas de custo e auferem ainda 376,32 euros ao mês pelo trabalho político realizado no território nacional. A estes valores variáveis acresce ainda o pagamento de quilómetros pela viagem da residência ao Parlamento ou caso se desloquem ao círculo eleitoral por onde foram eleitos e não residam lá.

Inês David Bastos  
04/04/11 07:43

MC

domingo, 3 de abril de 2011

Sócrates acusa Passos de "cinismo" ao apoiar resgate

  O primeiro-ministro demissionário alertou para a agenda "aventureira irresponsável e leviana" do PSD.
"Diz ele que está absolutamente disponível para dar todo o apoio ao Governo, se o Governo for pedir ajuda externa para resolver os nossos problemas. Então, o líder do PSD declarou-se irredutível para aprovar o programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e diz agora que apoia o Governo a pedir ajuda ao FMI. Mas saberá o líder do PSD o que isto significa?".
E acrescentou: "Terá ele a consciência do prejuízo que isso significa para o nosso País, terá ele ideia dos danos de reputação e de desprestígio para o nosso País. O PEC salvava o nosso País de ter de pedir ajuda externa".
O dirigente do PS considerou que "infelizmente, por um ato de total inconsciência, toda a oposição se juntou para derrotar o PEC que garantiria que Portugal não precisaria de nenhuma ajuda externa. Isso foi um gesto de total irresponsabilidade".
Para o líder socialista, "este gesto de toda a oposição, mas em particular do líder do principal partido da oposição ficará para os anais da história política como provavelmente o momento em que mais objectivamente se sacrificaram os interesses nacionais para os pôr em segundo lugar relativamente aos interesses partidários".
E questionou: "Saberiam eles o que estavam a fazer ao país? Teriam eles consciência de que nestes sete dias os nossos juros subiram, os ratings da república baixaram, os ratings do nosso sistema financeiro também foram afectados, que Portugal está hoje em maiores dificuldades para garantir o financiamento da República e também o financiamento da nossa economia?".
Segundo Sócrates, o PSD "não parou um minuto para pensar nas consequências. Teve um gesto de total irresponsabilidade, sem medir as consequências, sem um momento de abertura ao diálogo e sem apresentar alternativas, empurrando o país para esta circunstância, para uma crise política que nos prejudica em termos nacionais e internacionais".
E prosseguiu: "E porquê? É preciso denunciá-lo. Fizeram-no por mera ânsia de poder, por sofreguidão de poder porque não tiveram nada mais no seu espírito do que essa ideia de que isto é uma questão de poder. O País merecia mais respeito por parte do PSD".
O secretário-geral do PS, que falava no encerramento de um debate organizado pela distrital do Porto sobre 'Cooperativismo e habitação', chamou ainda atenção para "a sucessão de declarações a propósito das medidas" do PSD.
E apontou: "Primeiro foi o aumento do IVA, num primeiro momento sim, num segundo momento não, depois talvez e agora é talvez sim talvez não. Nós compreendemos bem o que isto quer dizer, eles querem aumentar o IVA. Não tem é coragem de o dizer. E depois vem o 13.º mês e os despedimentos na Função Pública. Um dos coordenadores dos sucessivos grupos de trabalho que o PSD para lá tem, diz não são despedimentos, sai transferências do sector público para o sector privado".
"Como? Eu não vejo outra forma de transferir do público para o privado sem despedir. E não vale a pena disfarçarmos com eufemismos", sustentou.
Sócrates criticou ainda a proposta do PSD de privatizar a Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Esta medida relativa à CGD "diz tudo sobre a agenda aventureira irresponsável e leviana do PSD. Esta proposta neste momento revela tudo, revela a total impreparação com que o PSD apresenta o seu programa", acrescentou

Económico com Lusa  
03/04/11 11:44

MC