
O economista Luís Mira Amaral considerou hoje que o primeiro-ministro não leu o texto que assinou com a 'troika', por continuar a defender "mais do mesmo" no apoio às renováveis.
Mira Amaral, que falava na apresentação do Manifesto II por uma nova política energética em Portugal, sustentou que a 'troika' exigiu uma revisão dos subsídios atribuídos sob forma de tarifas às renováveis, quer em novos contratos quer nos contratos em vigor.
"Penso que o primeiro-ministro não leu o texto que assinou com a 'troika' porque senão não diria o que anda a dizer, mais do mesmo no apoio às renováveis", disse Mira Amaral.
O mesmo responsável disse que a 'troika' nem está muito preocupada, porque o "dinheiro vem condicionado à execução das medidas".
E se o "dinheiro não vem, o país entra em ruptura", acrescentou.
Por outro lado, Mira Amaral comentou a medida acordada com a 'troika' de aumentar a fiscalidade sobre a electricidade e o gás, nomeadamente o aumento do IVA (actualmente nos 6 por cento) e uma taxa especial sobre o consumo.
"O Governo tentava com o IVA mais baixo escamotear o custo elevado das renováveis nas comparações estatísticas com o resto da Europa", disse Mira Amaral.
Neste ponto, disse, a 'troika' nem exigiu nada de novo, limitou-se a lembrar que há uma directiva europeia que é preciso aplicar.
Um ano depois de terem entregue um manifesto sobre energia, mais de 50 empresários, engenheiros, economistas e peritos, subscreveram um versão actualizada do documento, no qual pedem a revisão dos custos reais e dos custos escondidos da política energética em curso.
Num documento apresentado hoje em Lisboa, subscritores como os especialistas em energia nuclear Pedro Sampaio Nunes e Clemente Pedro Nunes, os economistas João Duque e Luís Campos e Cunha, ou os empresários Pedro Ferraz da Costa e Patrick Monteiro de Barros, consideram que "quando os factores de produção crescem mais do que o consumo, algo de errado se passa".
Para os subscritores, em Portugal regista-se "1,7 por cento de crescimento médio anual de consumo de electricidade", "20 por cento de crescimento médio da Produção em Regime Especial" (Co-geração e eólicas) e "2,7 por cento de crescimento médio de potência térmica ordinária".
Ou seja, isso significa que "a potência instalada [está] a crescer muito mais em Portugal do que a ponta de consumo e do que a potencia média (correspondente ao consumo anual)".
Realçando que Portugal vive "uma época de contenção de investimentos intensivos" e que "já há produção que chegue, sobretudo se a nova tiver de ser paga quer se consuma quer não", os subscritores do manifesto consideram que é "preciso rever os custos reais e as parcelas de custo escondidas da política energética que tem sido seguida (défice tarifário e subsídio fiscal)", bem como "avaliar a criação de emprego realmente sustentável e que exportações a energia pode efectivamente promover".
"Penso que o primeiro-ministro não leu o texto que assinou com a 'troika' porque senão não diria o que anda a dizer, mais do mesmo no apoio às renováveis", disse Mira Amaral.
O mesmo responsável disse que a 'troika' nem está muito preocupada, porque o "dinheiro vem condicionado à execução das medidas".
E se o "dinheiro não vem, o país entra em ruptura", acrescentou.
Por outro lado, Mira Amaral comentou a medida acordada com a 'troika' de aumentar a fiscalidade sobre a electricidade e o gás, nomeadamente o aumento do IVA (actualmente nos 6 por cento) e uma taxa especial sobre o consumo.
"O Governo tentava com o IVA mais baixo escamotear o custo elevado das renováveis nas comparações estatísticas com o resto da Europa", disse Mira Amaral.
Neste ponto, disse, a 'troika' nem exigiu nada de novo, limitou-se a lembrar que há uma directiva europeia que é preciso aplicar.
Um ano depois de terem entregue um manifesto sobre energia, mais de 50 empresários, engenheiros, economistas e peritos, subscreveram um versão actualizada do documento, no qual pedem a revisão dos custos reais e dos custos escondidos da política energética em curso.
Num documento apresentado hoje em Lisboa, subscritores como os especialistas em energia nuclear Pedro Sampaio Nunes e Clemente Pedro Nunes, os economistas João Duque e Luís Campos e Cunha, ou os empresários Pedro Ferraz da Costa e Patrick Monteiro de Barros, consideram que "quando os factores de produção crescem mais do que o consumo, algo de errado se passa".
Para os subscritores, em Portugal regista-se "1,7 por cento de crescimento médio anual de consumo de electricidade", "20 por cento de crescimento médio da Produção em Regime Especial" (Co-geração e eólicas) e "2,7 por cento de crescimento médio de potência térmica ordinária".
Ou seja, isso significa que "a potência instalada [está] a crescer muito mais em Portugal do que a ponta de consumo e do que a potencia média (correspondente ao consumo anual)".
Realçando que Portugal vive "uma época de contenção de investimentos intensivos" e que "já há produção que chegue, sobretudo se a nova tiver de ser paga quer se consuma quer não", os subscritores do manifesto consideram que é "preciso rever os custos reais e as parcelas de custo escondidas da política energética que tem sido seguida (défice tarifário e subsídio fiscal)", bem como "avaliar a criação de emprego realmente sustentável e que exportações a energia pode efectivamente promover".
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