sexta-feira, 18 de março de 2011

"Governo cai se PEC for chumbado"

15 de Março, 2011

O primeiro-ministro disse esta noite em entrevista à SIC Notícias que se o Programa de Estabilidade e Crescimento não for aprovado haverá uma crise política, que resultará em eleições antecipadas. José Sócrates acrescentou ainda que nesse caso se volta a candidatar.
Sócrates assume pela primeira vez esta posição após ser confrontado com a possibilidade do PSD chumbar as novas medidas do PEC apresentadas pelo Governo na sexta-feira, sem informar o Parlamento ou o Presidente da República.
O chumbo do PEC «significa que o país não está em condições de se comprometer internacionalmente, nem o Governo está em condições de se comprometer internacionalmente», considerou o primeiro-ministro.
«Os partidos não precisam de aprovar o PEC, basta que não votem contra», afirmou, acrescentando que está de consciência tranquila e que se houver eleições antecipadas volta a candidatar-se.
«Não sou dos que viram a cara às dificuldades, nem viro a cara à luta, era o que faltava. Agora, o meu dever é fazer tudo o que está ao meu alcance para que o país não cometa esse erro (de entrar em crise política e eleições antecipadas)», disse.
O primeiro-ministro considera que a única alternativa às medidas anunciadas é a ajuda externa e a entrada do FMI «o que descredibiliza o país», garantiu,   apelando ao Presidente que a evite.
Sócrates negou que a medida que apresentou seja um facto consumado e apela de  «incompreensível» a reacção do PSD, acrescentando que o Governo está disponível para negociar. «Isto é uma atitude construtiva», sublinhou.
Em resposta às acusações de Passos Coelho José Sócrates questionou: «Fui desleal no quê? Fui desleal quando cumpri o meu dever?». O primeiro-ministro garantiu ainda que só se quis antecipar à próxima cimeira da UE.
Esta foi a primeira grande entrevista de José Sócrates depois de uma das maiores manifestações de sempre iniciativa que considerou ser legítima: «Eu compreendo que a vida não está fácil para nenhum cidadão europeu».
Já no fim da entrevista, o primeiro-ministro mostrou-se satisfeito com a a informação de que os camionistas tinham chegado a acordo com o Governo quanto a um conjunto de medidas de apoio ao sector. 
Noticia: sol
O PEC 4, se aprovado, poderá ser entendido, para muitos como uma moção de confiança pois isso só iria reforçar que o Governo está a fazer estas medidas em prol da comunidade portuguesa.
 Considero que o Governo pensa apenas na visibilidade de Portugal em relação ao estrangeiro. Apelo a que o Senhor comece a pensar na vida pratica dos cidadões que contam, dia após dia, os cêntimos todos. Gostaria que se colocasse no lugar de todos os idosos que gastam a reforma miserável que têm na farmácia, nas adultos que têm uma familia, que têm que a alimentar, que têm os filhos a estudar e que vêm o futuro negro. Em todas aquelas pessoas que, diariamente, têm que abdicar do seu momento de lazer em familia para fazer mais umas horinhas de trabalho ou um biscate porque senão não conseguem dar um livro ao filho que precisa de estudar. É esta situação que o Primeiro-Ministro esquece em prol de uma imagem de um país desenvolvido perante o exterior. Isto é um país desenvolvido? Porquê? 
Madalena Coelho



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