sábado, 26 de março de 2011

Mudar, ou não

Pedro Passos Coelho a 21 de Março de 2010 lançou o livro "Mudar" onde retrata uma visão sobre o país e como vencer a crise e mudar de vida. 
Até aqui, não parece existir nada fora do normal, tirando o facto de já ter passado um ano e o Governo ter caído a poucos dias.
O curioso é o facto de Passos Coelho a um ano ter escrito: "Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA. Ele vale 20% para quem tem muito como para quem tem pouco".
Palavras acertadas do líder do PSD, que acredita que o aumento do IVA é injusto, pois todas as famílias tem que se alimentar, sejam elas pobres, ricas ou da classe média. Mas a poucos dias, Passos Coelho  disse: "Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não para impostos sobre o rendimento das pessoas".
Afinal onde ficamos?
Esta é a dúvida de muitas pessoas, afinal quem é Passos Coelho e o que quer ele fazer pelo país?
Como podemos eleger uma pessoa que em um ano muda de opinião, como quem muda de carro?
Eu não confio e acha que a hoje em dia a falta de credibilidade da classe política deve-se a muito por pessoas como estas. Pessoas que dizem e depois desdizem. Pessoas que num momento dizem que não aceitam as medidas impostas por um Governo que só caí sobre as pessoas e no momento a seguir aprovam e vem pedir desculpa ao povo porque não cria criar instabilidade no país. 
São essas as pessoas que queremos a governar o nosso país? Eu não quero mas sinceramente não conheço ninguém suficientemente bom para ter esse cargo neste momento, em que medidas duras são precisas. 
É necessário relembrar aos nossos governantes que as leis não devem ser feitas para os grandes mas sim para o povo, isto é uma ideia que já Luís de Camões referia em "Os Lusíadas".
Peço agora a todos os leitores do nosso Blog que comente e reflictam sobre a nossa situação. 
AF

1 comentário:

  1. Mas que querem deste senhor?, Não foi a direita que deixou o País com um déficite de 60% do pib em 2004? O que ele há muito tempo quer e ser promeiro ministro, não para resolver os problemas, mas por vaidade, para ele o ordenado minimo a 500 euros é impossível, mas aumentar o IVA a 24 pu 25 % é natural.
    A mim, e já tenho 79 anos, o que ainda não me entrou na cabeça, é como é que se vota à direita semdo operário, é só ver para quem eles puxam o interesse, enfim cada um tem o que merece.

    Alberto Da Fonseca

    França

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