sábado, 26 de março de 2011

Mudar, ou não

Pedro Passos Coelho a 21 de Março de 2010 lançou o livro "Mudar" onde retrata uma visão sobre o país e como vencer a crise e mudar de vida. 
Até aqui, não parece existir nada fora do normal, tirando o facto de já ter passado um ano e o Governo ter caído a poucos dias.
O curioso é o facto de Passos Coelho a um ano ter escrito: "Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA. Ele vale 20% para quem tem muito como para quem tem pouco".
Palavras acertadas do líder do PSD, que acredita que o aumento do IVA é injusto, pois todas as famílias tem que se alimentar, sejam elas pobres, ricas ou da classe média. Mas a poucos dias, Passos Coelho  disse: "Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não para impostos sobre o rendimento das pessoas".
Afinal onde ficamos?
Esta é a dúvida de muitas pessoas, afinal quem é Passos Coelho e o que quer ele fazer pelo país?
Como podemos eleger uma pessoa que em um ano muda de opinião, como quem muda de carro?
Eu não confio e acha que a hoje em dia a falta de credibilidade da classe política deve-se a muito por pessoas como estas. Pessoas que dizem e depois desdizem. Pessoas que num momento dizem que não aceitam as medidas impostas por um Governo que só caí sobre as pessoas e no momento a seguir aprovam e vem pedir desculpa ao povo porque não cria criar instabilidade no país. 
São essas as pessoas que queremos a governar o nosso país? Eu não quero mas sinceramente não conheço ninguém suficientemente bom para ter esse cargo neste momento, em que medidas duras são precisas. 
É necessário relembrar aos nossos governantes que as leis não devem ser feitas para os grandes mas sim para o povo, isto é uma ideia que já Luís de Camões referia em "Os Lusíadas".
Peço agora a todos os leitores do nosso Blog que comente e reflictam sobre a nossa situação. 
AF

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ana Drago: "o que vimos nesta votação foi um ensaio de Bloco Central"

Política - Isabel Alçada critica proposta do PSD de suspender modelo de avaliação dos professores - RTP Noticias, Áudio

Política - Isabel Alçada critica proposta do PSD de suspender modelo de avaliação dos professores - RTP Noticias, Áudio

Aprovada suspensão da avaliação dos professores

A oposição fez aprovar, esta sexta-feira, no Parlamento a suspensão da avaliação dos professores. PSD, CDS-PP, BE, PCP e PEV votaram a favor e apenas o PS e um deputado do PSD votaram contra.

Os projectos foram votados na generalidade mas, com o receio de que a Assembleia da República fosse dissolvida e tal comprometesse a suspensão da avaliação docente, PSD e PCP propuseram um texto de substituição que foi votado em votação final global.

O documento, além de revogar o actual modelo de avaliação dos professores, propõe que se inicie um processo de negociação com os sindicatos para que um novo processo de avaliação docente possa entrar em vigor já no próximo ano lectivo.

A revogação do modelo de avaliação docente entra em vigor no dia seguinte à publicação do texto em Diário da República.
14:29 - 25-03-2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Parlamento chumba PEC e precipita demissão de Sócrates

O PEC IV acaba de ser chumbado na Assembleia da República, tal como se antevia, com os votos de todos os partidos da oposição.
A oposição uniu-se contra o PEC IV. Os partidos da oposição optaram por submeter à votação, separadamente, as duas alíneas dos respectivos projectos de resolução. A primeira, um voto contra o PEC, foi aprovada por todos. A segunda, de cariz ideológico, foi rejeitada. No caso do PSD, havia um ponto único contra a proposta do Governo, que também mereceu o 'sim' de toda a oposição.
Num debate marcado pela troca de acusações sobre a responsabilidade pelas actuais crises soberana e política que o País enfrenta, o Parlamento chumbou a actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento. O primeiro-ministro, José Sócrates, já não assistiu ao chumbo do documento, tendo abandonado o plenário logo após a intervenção inicial do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
O Governo tinha já afirmado que não tinha condições para Governar sem este PEC, mas na AR não houve qualquer declaração do Executivo sobre uma eventual demissão.
Sócrates devia encontra-se às 19h00 com Cavaco Silva, em Belém, tendo agendado uma conferência de imprensa para as 20h00, logo após o encontro com o Presidente da República, mas o encontro só vai começar após o final do debate. Poderá ser a última declaração de José Sócrates enquanto primeiro-ministro.

Economico

Nunca pensei que o primeiro-ministro se demiti-se, surpreendeu-me.
MC

E depois da votação do PEC?

Económico  
23/03/11 07:36
 
O PEC é votado hoje no Parlamento e, consoante o desfecho, Sócrates pode demitir-se ou não. Cavaco Silva poderá ter a última palavra.
Sócrates não se demite:
- Partindo do pressuposto que uma das resoluções contra o PEC IV será viabilizada, Sócrates encontra-se hoje à tarde com o Presidente, mas não apresenta a sua demissão.
- Não é expectável que Cavaco Silva faça o que quer que seja enquanto decorrer a cimeira europeia (entre quinta e sexta-feira).
- Caso o Presidente entenda que está em causa o normal funcionamento das instituições, ouvirá os partidos políticos, o Conselho de Estado e poderá dissolver a Assembleia da República. Sem demitir o Governo, o que asseguraria que um pedido de ajuda internacional, caso seja necessário, seria formalizado pelo actual Executivo.
- Após a dissolução do Parlamento, o primeiro-ministro pode repetir o exemplo de Santana Lopes e apresentar a sua demissão a Cavaco Silva. Nesse caso, o País passaria a ter um Governo de gestão até às próximas eleições que serão, neste cenário, no início de Junho (55 dias após a dissolução do Parlamento).
Sócrates demite-se:
- Caso o Parlamento "tire o tapete aos portugueses" como dizem os socialistas, Sócrates pode apresentar a sua demissão ao Presidente já hoje optando pelo discurso de quem "tudo fez para defender Portugal" e colocando o ónus de um pedido de ajuda internacional na oposição.
- Nesse caso e após terminada a cimeira europeia que decorre entre amanhã e sexta, Cavaco Silva ouviria os partidos políticos e convocaria o Conselho de Estado.
- Pode convidar o PS a apresentar um outro primeiro-ministro e procurar consensos com a oposição.
- A resposta do PS, previsivelmente, seria negativa o que obrigaria a uma dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições antecipadas.
- Portugal contaria com um Governo em gestão, sem um Parlamento com plenos poderes e um pedido de ajuda internacional estaria dificultado.

Eu não acredito que o Socrates se demita...
Será que se ele quiser o Presidente da Republica será capaz de tomar uma posição ou vai continuar sem comentar? Crise politica à porta? Eleições em Maio? Quem ocupará o lugar se houver eleições em Maio?

MC

segunda-feira, 21 de março de 2011

Intervenção de Heloísa Apolónia



Talvez esta intervenção foi das mais acertadas e honestas que se tem visto ultimamente na Assembleia. Também foi uma intervenção educada, o que faz com que a deputada seja ainda mais respeitada.
Ao contrário dos restantes partidos da oposição, que tem criticado bastante mas sem nunca apresentar factos concretos, a deputada apresentou factos, apresentou a realidade da sociedade Portuguesa e o que está de errado com a politica da mentira que o actual governo tem praticado.

Revolta da deputada Cidinha Campos


(Afinal quem são os que mamam?)

São pessoas como estas que Portugal precisa, pois a deputada é um exemplo de honestidade e de boa conduta.
É preciso denunciar quem realmente "mama" no nosso país.

sábado, 19 de março de 2011

PECS

PEC 1

Alvo: Classe Média

Principais Medidas:
  • Introdução de limites às deduções e aos beneficios fiscais em sede de IRS, que afectam quem tenha um rendimento colectavél apartir de 517 euros por mês.
  • Adiamento das grandes obras públicas.
  • Nova taxa de IRS (de 45 %) para rendimentos superiores a 150 mil euros anuais.
  • Regras de subsídio de desemprego mais apertadas.
  • Tributação das mais-valias mobiliarias em 20 por cento.
  • Introducção de portagens em algumas Scuts.
  • Redução das despesas sociais em 20 por cento.
"Não há aumentos de impostos a não ser com uma excepção: vão ser taxados com 45% os portugueses que têm rendimentos acima dos 150 mil euros" - José Sócrates (9 de março de 2010)

PEC 2

Alvo: Os mais pobres

Principais Medidas:

  • Aumento das taxas de IVA em 1% (de 20% para 21%; de 5% para 6% e de 12% para 13%);
  • Subida do IRC de 25% para 17,5% para as empresas mais lucrativas;
  • Aumento das taxas de IRS de 1% (até ao terceiro escalão) e de 1,5% (a partir do terceiro escalão);
  • Aumento dataxa liberatória para 21,5 por cento;
"O mundo mudou, e de que forma, nos ultimos 15 dias (...). Estou convencido que os portugueses entenderão bem (o aumento dos impostos)" - José Sócrates (13 de Maio de 2010)

PEC 3
(Orçamento de Estado)

Alvo: Funcionários Públicos

Principais Medidas:
  • Aumento do IVA para 23 por cento;
  • Corte médio de 5% nos salários dos funcionários públicos (e trabalhadores das empresas públicas) a partir de 1500 euros mensais;
  • Introdução de limites às deduções e benefícios fiscais, em sede de IRS, a partir do terceiro escalão;
  • Aumento da taxa da Segurança Social para trabalhadores independentes (para 29,6 por cento);
  • Congelamento das pensões;
  • Novo imposto para a banca: taxa entre 0,01% e 0,05% sobre o passivo;
"Não é sem um aperto no caração que estas medidas são tomadas" - José Sócrates (30 de Setembro de 2010)

PEC 4

Alvo: Pensionistas

Novas medidas de austeridade para 2011

Saúde - Poupanças adicionais com custos administrativos e operacionais
  • SECTOR EMPRESARIAL DE ESTADO: novos cortes e apresentação de tectos maximos de despesa, até ao final de Março;
  • BENEFÍCIOS SOCIAIS: redução da despesa com reforço das inspecções sobre os beneficiários das prestações sociais e aumento da receita com um nova contribuição para os estágios;
  • DESPESAS E RECEITAS DE CAPITAL: redução da despesa com adiamento de projectos (com infra-estruturas rodoviadias e requalificação de escolas) e aumento das receitas com mais concessões e alienação de imóveis;
  • TRANSFERÊNCIAS: redução adicional de 10% em despesas e custos administrativos de serviços e fundos autónomos (por exemplo: Hospais e institutos públicos, universidades, etc).
TOTAL ARRECADADO EM 2011 COM ESTE REFORÇO: 0,8% do PIB (1 360 milhões de euros)

Para 2012

Despesa
  • Contribuição especial para pensões;Tradução: é um imposto extraordinário sobre todas as pensões acimas dos 1500 euros, que acabarão por sofrer cortes semelhantes aos dos funcionários públicos; Poupança: 0,25 do PIB (425 milhões de euros)
  • Redução dos custos com medicamentos e sub-sistemas de saúde;Tradução: a factura da farmácia vai aumentar com a revisão da comparticipação do Estado nos medicamentos. Além disso, deverá ser feita uma revisão nas tabelas da ADSE; Poupança: 0,3% do PIB  (510 milhões de euros)
  • Racionalização da Rede Escolar;Tradução: Encerramento de escolas. Só em 2011 serão 400, anunciou a ministra da educação; Poupança: 0,2% do PIB (340 milhões de euros)
  • Controlo de custos operacionais da administração pública
    Poupança: 0,2% do PIB (340 milhões de euros)
  • Redução dos custos no sector empresarial do estado;Tradução: Cortes na despesa das empresas públicas; Poupança: 0,1% do PIB (170 milhões de euros)
  • Redução da despesa de capital;
    Tradução: menos investimento público Poupança 0,2% do PIB (340 milhões de euros)
Receita
  • Limitação dos benefícios e deduções ficais, em sede de IRS e IRC;Tradução: despesas de saúde, de educação, etc. Terão novos limites de dedução, ou seja, os contribuintes vão receber menos dinheiro de reembolso do IRS. O mesmo acontecerá às empresas com os benefícios fiscas no IRC; Ganhos 0,4% do PIB (340 milhões de euros)
  • Racionalização da estrutura das taxas do IVA;Tradução: será que o IVA do leite achocolatado vai mesmo subir? Também não esta excluida a hipotese de uma das taxas ser eliminada (actualmente existem três: a reduzida, a intermádia e a máxima) Ganhos 0,1 % do PIB (170 milhões de euros)
  • Aumento dos impostos sobre o consumo;
    Tradução: os impostos sobre veículos, sobre o tabaco e sobre o alcool vão aumentar; Ganhos: 0,1 e meio % do PIB (255 milhões de euros)
  • Convergência do IRS das pensões com o dos rendimentos do trabalho;Tradução: os pensionistas vão pagar mais IRS para aproximar a sua dedução especifica (o montante livre de imposto) da dos trabalhados no activo Ganhos: 0,1 e meio % do PIB (255 milhões de euros)
  • Combate à evasão fiscal;Tradução: maior controle de facturas e cruzamento de declarações de volume de negócios com pagamentos automáticos Ganhos: 0,1% do PIB (170 milhões de euros)
TOTAL ARRECADADO EM 2012: 2,5 % do PIB (4 250 milhões de euros)

Para 2013

Despesa
  • Redução dos custos com medicamentos e subsistemas públicos de saúde;
    Poupança: 0,1 % do PIB (170 milhões de euros)
  • Controlo de custos operacionais da Administração Pública;
    Poupança: 0,1% do PIB (170 milhões de euros)
  • Racionalização da rede escolar;
    Poupança: 0,1% do PIB (170 milhões de euros)
  • Redução de benefícios sociais não contributivos;Tradução: Esta categoria engloba apoios como o Rendimento Social de Inserção, o Complemento Solidário para Idosos ou o Subsídio de Dsemprego; Poupança: 0,2% do PIB (340 milhões de euros)
  • Redução de custos no Sector Empresarial de Estado (SEE);
    Poupança: 0,1% do PIB (170 milhões de euros)
  • Redução da despesa de capital
    Poupança: 0,2% do PIB
     (340 milhões de euros)
Receita
  • Limitação dos benefícios e deduções fiscaus, em sede de IRS e IRC;
    Ganhos: 0,1% do PIB (170 milhões de euros)
  • Racionalização daestrutura das taxas do IVA;
    Ganhos: 0,3% do PIB (510 milhões de euros)
TOTAL ARRECADADO EM 2013: 1,2% do PIB (2 040 milhões de euros)

Duas medidas adicionais para 2012 e 2013:
  • Congelamento dos salários do sector público;Tradução: depois dos cortes salariais, também não haverá aumentos até 2013; Poupança Anual: 0,2% do PIB (340 milhões de euros)
  • Suspenção das regras de indexação de pensões;Tradução: as pensões ficam congeladas até 2013, incluindo as mais baixas; Poupança anual: 0,2% do PIB (340 milhões de euros)
Outras reformas incluidas na PEC4:
  • Trabalho: Redução das indemnizações por despedimento (de 30 para 10 dias por ano de trabalho); Eliminação da indemnização miníma (3 meses) e introdução de um limite máximo (12 meses). O governo pertende aplicar estas medidas, não só aos novos, mas a todos os contratos. Está prevista ainda uma nova revisão das condições de atribuição de subsídio de desemprego.
  • Arrendamento: liberalização das rendas antigas anteriores a 1990;  simplificação dos procedimentos de expulsão do arrendatário incumpridor; redução dos procedimentos administrativos para operações de reabilitação.
  • Energia: Liberalização dos preços; promoçao do uso racional de energia através de incentivos nos impostos; alteração da legislação de venda de energias renovaveis no mercado.
PLANO DE REDUÇÃO DO DÉFICE:
2011: 4,6%
2012: 3%
2013: 2%
Fonte: Visão n.º 941 - 17 a 23 de março

Depois disto, só queria saber qual é o PEC em que o Alvo são politicos e administradores de empresas publicas. Alguém sabe?

sexta-feira, 18 de março de 2011

PEC 4 CHUMBADO PELO PSD / PCP / BE & CDS-PP

"Governo cai se PEC for chumbado"

15 de Março, 2011

O primeiro-ministro disse esta noite em entrevista à SIC Notícias que se o Programa de Estabilidade e Crescimento não for aprovado haverá uma crise política, que resultará em eleições antecipadas. José Sócrates acrescentou ainda que nesse caso se volta a candidatar.
Sócrates assume pela primeira vez esta posição após ser confrontado com a possibilidade do PSD chumbar as novas medidas do PEC apresentadas pelo Governo na sexta-feira, sem informar o Parlamento ou o Presidente da República.
O chumbo do PEC «significa que o país não está em condições de se comprometer internacionalmente, nem o Governo está em condições de se comprometer internacionalmente», considerou o primeiro-ministro.
«Os partidos não precisam de aprovar o PEC, basta que não votem contra», afirmou, acrescentando que está de consciência tranquila e que se houver eleições antecipadas volta a candidatar-se.
«Não sou dos que viram a cara às dificuldades, nem viro a cara à luta, era o que faltava. Agora, o meu dever é fazer tudo o que está ao meu alcance para que o país não cometa esse erro (de entrar em crise política e eleições antecipadas)», disse.
O primeiro-ministro considera que a única alternativa às medidas anunciadas é a ajuda externa e a entrada do FMI «o que descredibiliza o país», garantiu,   apelando ao Presidente que a evite.
Sócrates negou que a medida que apresentou seja um facto consumado e apela de  «incompreensível» a reacção do PSD, acrescentando que o Governo está disponível para negociar. «Isto é uma atitude construtiva», sublinhou.
Em resposta às acusações de Passos Coelho José Sócrates questionou: «Fui desleal no quê? Fui desleal quando cumpri o meu dever?». O primeiro-ministro garantiu ainda que só se quis antecipar à próxima cimeira da UE.
Esta foi a primeira grande entrevista de José Sócrates depois de uma das maiores manifestações de sempre iniciativa que considerou ser legítima: «Eu compreendo que a vida não está fácil para nenhum cidadão europeu».
Já no fim da entrevista, o primeiro-ministro mostrou-se satisfeito com a a informação de que os camionistas tinham chegado a acordo com o Governo quanto a um conjunto de medidas de apoio ao sector. 
Noticia: sol
O PEC 4, se aprovado, poderá ser entendido, para muitos como uma moção de confiança pois isso só iria reforçar que o Governo está a fazer estas medidas em prol da comunidade portuguesa.
 Considero que o Governo pensa apenas na visibilidade de Portugal em relação ao estrangeiro. Apelo a que o Senhor comece a pensar na vida pratica dos cidadões que contam, dia após dia, os cêntimos todos. Gostaria que se colocasse no lugar de todos os idosos que gastam a reforma miserável que têm na farmácia, nas adultos que têm uma familia, que têm que a alimentar, que têm os filhos a estudar e que vêm o futuro negro. Em todas aquelas pessoas que, diariamente, têm que abdicar do seu momento de lazer em familia para fazer mais umas horinhas de trabalho ou um biscate porque senão não conseguem dar um livro ao filho que precisa de estudar. É esta situação que o Primeiro-Ministro esquece em prol de uma imagem de um país desenvolvido perante o exterior. Isto é um país desenvolvido? Porquê? 
Madalena Coelho



Em tempos de crise como gerimos os nossos dinheiros?

 


E quem fica com o troco???

Como todos sabem o tema do momento é a contenção económica e neste caso ela não poderia ser melhor, o fundo de coesão europeu necessitou de muitos "certificados" para que pudesse ser aumentado, pois, parece que neste caso não se preocuparam muito em poupar pois financiaram mais do que o necessário e não se parecem ter preocupado muito com  isso. O que o grupo, e eu em particular gostávamos de saber era quem ficava com o troco, mais uma vez, eu pessoalmente não me importava de ficar com tal encargo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Em tempos de crise.

  Em tempos de crise como os que estamos a viver, cada vez mais a sociedade perde o respeito e a crença na classe política. De facto, deveríamos ficar entristecidos, pois são os nossos políticos, que nos representam enquanto nação, e cada vez mais esta nação é vista como um deslumbre do passado e onde o futuro não se consegue nem ver.
  Isso mesmo, neste preciso momento, nenhum de nós tem futuro. Pois, desculpem, alguns privilegiados tem direito a tudo e mais alguma coisa, enquanto o trabalhador honesto, que desconta para os vários impostos que temos (que neste momento, são muitos), só consegue ganhar sofrimento e falta de esperança.
  A nossa sociedade está a ficar desanimada e não consegue lidar com o triste facto, de que ainda vamos ficar pior. Sim, acho que vamos ficar piores, desculpem a visão que muitos chamam pessimista e eu chamo de realista.
  É pena nenhum dos partidos políticos, representarem os nossos interesses e só olharem para o seu próprio umbigo.
  Aqui fica o desabafo de uma jovem, que não vê o seu futuro e o que vê no presente, preferia não ver.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

José Sócrates destaca que crescimento é o dobro do estimado pelo Governo


15h19m

O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou esta segunda-feira que o crescimento económico atingiu 1,4% do PIB em 2010, salientando que esse valor é o dobro do estimado pelo Governo e que isso é "o facto mais importante".
 

 
"Queria chamar a atenção para o facto mais importante. Terminámos o ano de 2010 com um crescimento económico de 1,4%. Quanto é que o Governo no seu orçamento previu de crescimento económico para 2010? 0,7%. Temos o dobro do crescimento em 2010 do que o próprio Governo estimou", afirmou.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) avançou, segunda-feira, que em 2010 o PIB terá aumentado 1,4% em volume face ao ano anterior.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas no Palácio de S. Bento, Lisboa, no final de uma audiência com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que saiu sem prestar declarações à comunicação social.
Questionado sobre esta reunião, José Sócrates disse apenas que se tratou de uma "reunião de trabalho" de preparação do conselho europeu de Março.
Interrogado sobre a queda do crescimento económico de 0,3% face ao trimestre anterior, José Sócrates considerou que aquele resultado "foi sem dúvida afectado pelas consequências" das medidas de consolidação orçamental tomadas pelo Governo.

"Grande parte desse resultado é explicado pela redução do consumo público mas isso era uma consequência das nossas políticas que temos que observar com muita exigência", afirmou.
O primeiro-ministro afirmou que apesar dessa queda, "o que é estrutural, aquilo que fica e se mantém como positivo, são as exportações".
"O próprio INE refere as exportações como um sector que continua a contribuir para o crescimento do nosso país.
Estamos a contar com uma redução quer do consumo público quer do consumo privado e eu tenho muita expectativa que as exportações possam compensar isso", afirmou.

  • Podemos ver que o PIB subiu 1,4% em 2010  pois previu 0,7%, apesar do 3 para o 4 trimestre ter diminuído.  O Governo assume que este crescimento deu-se devido ao aumento das exportações portuguesas, enquanto quando falamos da queda do 3 para o 4 trimestre, o governo faz referência ao facto de o consumo ter contraído, isto, devido as duras medidas para fazer face à crise.
  • Será que vemos um melhoramento da economia para este ano? Segundo estudos feitos, apesar do bom momento em 2010, em 2011 vamos continuar em crise. E se acontecer de nos 3 primeiros trimestre de 2011 o crescimento for negativo, podemos entrar novamente em crise técnica.
  • Sendo assim, podemos dizer que momentos difíceis nos esperam, e o "apertar o cinto" do governo vai continuar em força, até o mesmo não ser dissolvido pela oposição.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Moção de censura - Uma visão imparcial

O Bloco ao antecipar-se ao PCP apanhou tudo e todos de surpresa, principalmente o PSD que apesar de há muito tempo ter demonstrado iniciativa para derrubar o governo, desta vez a iniciativa mostrou que pretende ficar-se apenas por isso mesmo e que não pretende passa-la à prática. Talvez porque neste momento quase nenhum partido pretende receber o pesado fardo de levantar o país. Dessa forma é possível ver-se a coragem dos partidos minoritários, pela sua vontade de querer tomar as rédeas do país neste momento tão delicado.
Somente nos resta esperar pelo dia 10 de Março e ver que rumo o país vai escolher. 
Este foi um movimento arrojado por parte dos bloquistas. Sem sabermos o seu desenlace, é necessário ver até que ponto chega a ousadia e a coragem do bloco. Antes demais, devemos louvar Louçã pela sua "jogada", que poderá ser uma estratégia de colocar o PSD entre "a espada e a parede", pois ao aprova a moção e toma as rédeas do país e faz-se refém das suas palavras, ou esquece tudo o que disse e não derruba o governo, apoiando dessa forma as políticas do mesmo.
Resta saber a opinião do Presidente sobre este assunto, caso o governo seja efectivamente derrubado, irá o Presidente eleger um governo de transição ou iremos novamente a eleições?
No caso de ser o Presidente a eleger um governo de transição, qual poderá ser o escolhido?
Terá o Presidente coragem para eleger um governo e acarretar com as culpas do que esse governo possa ou não fazer?
Estas são questões para as quais não temos resposta e resta-nos apenas esperar para ver o desenlace de toda esta situação.

Moção de Censura: Um movimento inesperado

Bloco vai apresentar moção de censura ao Governo

Catarina Duarte   e Margarida Peixoto
10/02/11 16:35

Louçã deu um mês ao Governo para apresentar uma moção de confiança.
Louçã deu um mês ao Governo para apresentar uma moção de confiança.

Se o Governo não apresentar uma moção de confiança, Francisco Louçã promete avançar com uma moção de censura daqui a um mês. 

O Bloco de Esquerda vai apresentar uma moção de censura ao Governo daqui a um mês, anunciou hoje o líder dos bloquistas. Durante o debate quinzenal que decorre no Parlamento, Louçã desafiou primeiro-ministro José Sócrates a apresentar uma moção de confiança, que mostrasse o rumo que o Governo pretende para o País.
Uma proposta que o primeiro-ministro declinou acusando os bloquistas de procurarem uma desculpa para criar instabilidade política. Para Francisco Louçã, o primeiro-ministro está fugir "à consolidação da maioria que tem conduzido o país para um beco sem saída", o que levará o Bloco de Esquerda apresentará uma moção de censura ao Governo.
Na resposta ao anúncio do BE, o primeiro-ministro caracterizou a intenção como "um número político lamentável" e de "atitude irresponsável", lembrando que uma moção de censura "trará grande prejuízo para o país", numa altura em que "estamos a viver um momento muito delicado". Sócrates lembrou ainda que "um pedido de ajuda internacional significaria a vergonha para o nosso país".

  • Os bloquistas tentam desta forma, criar uma manobra de desestabilização para criar insegurança entre os dois partidos políticos mais fortes (PS e PSD). A confirmar-se a moção de censura do bloco, em princípio o PCP irá votar a favor sendo que o PSD mostrando a sua oposição poderá votar contra ou abster-se. Sendo que ficará nas mãos do CDS-PP a aprovação ou não da moção de censura.
  • Muitos criticaram a manobra política do Bloco. Mas ela representa uma intenção de todos os partidos minoritários como forma de serem ouvidos/ imporem, mostrando assim que o poder não deve ser elitista e deve ser ouvido por todos independentemente do seu tamanho ou notabilidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PCP alinhado com a Direita

O PCP admite viabilizar uma moção de censura da direita para derrubar o Governo, e admite que até pode ser o próprio Partido Comunista a avançar com a iniciativa. Ainda assim, o Bloco de Esquerda mantêm-se inflexível e diz que uma moção de censura, neste momento, não tem qualquer utilidade prática.

Moção de censura ao governo. Sim ou não? Até aqui só a direita reconhecia essa possibilidade, mas sexta-feira passada, em entrevista à Antena 1, Jerónimo de Sousa admitiu viabilizar tal iniciativa. E sábado à noite, em Vila Real, foi mais longe: deixou em aberto a possibilidade do PCP avançar com uma moção para fazer cair o Governo.
Mesmo assim, adianta Jerónimo, a decisão caberá sempre ao comité central dos comunistas.
  • A Esquerda irredutível (PCP) deu este fim-de-semana um passo à Direita, juntando-se ao PSD e CDS-PP na aprovação de uma moção de censura ao governo PS, afirmando até ser capaz de o próprio PCP iniciar a moção.
  • A nossa opinião, é que está moção não deveria ser proposta neste momento tão delicado, pois iria juntar a uma crise financeira uma crise política no país, onde ainda não foi descartada a possibilidade da intervenção económica do FMI.